On the right track, baby

“As duas juntas não formam nem uma perna do Michael Jackson”, foi o argumento que lançaram.

Como admirador de Lady Gaga, não poderia ficar calado. Na verdade eu poderia, entretanto há muito eu estava me sentindo mal com comentários daquela pessoa, então um sentimento intederminado tomou conta de mim e eu precisei responder. Não sou do tipo de pessoa que responde grosseiramente, apenas tratei o assunto como uma discussão saudável, defendendo meu ponto de vista, e em maior parte, a verdade.

“Michael era incrível. E isso não muda o fato da Madonna ser incrível. Não muda o fato da Gaga ser incrível. Michael teve sua época (e uma época que se estenderá por toda eternidade); Madonna teve sua época e a está prolongando. Gaga está tendo seu momento agora. Todos os três serão lembrados por muito tempo, como bandas de rock como Nirvana, Guns ‘n’ Roses e Queen.”, foi minha resposta.

Michael Jackson era um artista espetacular. Exímio dançarino, cantor incrível, humano sem igual. Teve seus altos e baixos, claro, todo artista tem; mas ainda sim era o Rei do Pop. Madonna, Rainha do Pop, cantora incrível. Admito que nunca fui muito chegado em suas apresentações e músicas, mas admito que a mulher tem talento. Hoje em dia eu a vejo como uma criança mimada, fazendo birra, pois está com medo de perder uma posição que sempre será dela. Rainhas e Reis foram feitos para serem substituídos, mas todos os que passaram, deixam uma marca na história e um legado a ser seguido. O passado é a inspiração do futuro.

A pessoa, não contente, diz: “Nem tudo que é lembrado, quer dizer que musicalmente falando é bom. Parangolé tem o Rebolation como a música mais cantada e nem por isto, é bom. Ser visto, não quer dizer ser talentoso. O que é a Gaga sem essas maquiagens escrotas? Nada! O que faz da Lady Gaga a “Lady Gaga” é o marketing, pois cantando é inferior a muitas vocalistas no mundo da música.”

Argumentos como esse não tem peso algum comigo. Eu não estava descartando a opinião da pessoa, entretanto acho que se você quer levantar algum tipo de discussão, você antes deve saber do que estará falando. A pessoa chegou com argumentos estereotipados, baseados em coisas que ela apenas vê. Não ponho minha mão ao fogo por famosos, entretanto se eu conheço o trabalho de alguém eu o defenderei. Você jamais me verá levantando pronunciamentos acerca de nenhuma banda ou cantor(a) que eu não conheça. Eu poderia falar algo sobre as máscaras do Slipknot, sendo que eu não sei o real motivo delas?

Então eu falei: “Sabe o que é a Gaga sem as “maquiagens escrotas”? Uma artista incrivelmente verdadeira no que apresenta. Ao contrário de muitas por ai, dentro e fora do estilo pop, ela procura mostrar o que os outros se negam a ver. Respeito, tolerância e paz. Ela usa e abusa de roupas e maquiagens, sim, mas tudo que ela faz há um propósito. Não posso negar que exista aquela pitada de marketing. Mas quem hoje em dia não usa do marketing? Que banda, cantor ou grupo, lucra sem propaganda? Independente do que a pessoa cante, se ela ama ou não aquilo que faz, ela quer ganhar dinheiro! Gaga também quer dinheiro, Madonna quer dinheiro, Michael Jackson queria dinheiro, etc, etc, etc.”

Agora, ninguém pode ditar o que é bom. O que é bom pra você, nem sempre será bom para mim.
Parangolé cantou algo que grudou na cabeça de muitos, com certeza, eu também já cantei os ridiculos trechos daquela música. Mas me diz, você acha que daqui há 20 anos alguém se lembrará o que foi Parangolé? Me diga, quantos artistas serão influenciados pelo Tchubirabirom? Quantos saberão quem foi Leo Santana? Acho que a resposta é fácil.
Não sabemos se daqui há 20 anos Gaga, Madonna ou qualquer pessoa ainda será lembrada, entretanto sabemos que hoje elas são muito importantes!
Podem dizer que é algo ridículo, mas aquela das “maquiagens escrotas” já salvou mais pessoas no mundo apenas com suas músicas do que pessoas que dançaram ao ritmo de Parangolé.

Pra finalizar, a pessoa diz: “Nada vai mudar meu pensamento de que a Gaga, para mim, é uma artista inferior a muitas pessoas no mundo da música; apenas uma grande obra de marketing. Mas, seja como for, daqui a 50 anos vão abrir um livro com os artistas do ano 2000 e ela estará lá, sem dúvida. Entretanto, as justificativas do qual você para pseudo-provar que Lady Gaga é, de fato, uma artista, eu terei tantas ou mais para provar que é, de fato, uma obra de marketing de primeira.”

Musica é arte. Lady Gaga vive de música. Logo é artista!
Devo concordar que ela muitas das vezes se comporta como um produto de marketing, fato! Mas é de extrema ignorancia usar isso como argumento para dizer que ela não tem talento. O marketing está intimamente tão presente na humanidade que até para se formar uma opinião é preciso uma grande influência de marketing sobre você. A Lady Gaga pode não existir sem o marketing, mas o mundo que conhecemos também não existiria, até mesmo os ídolos supostamente “mais talentosos” que a Gaga.

O fato de usar marketing não significa que alguém não é talentoso, mas sim inteligente o suficiente pra saber que sem marketing não se vende nada no mundo, especialmente arte. Lady Gaga é uma das artistas mais inteligentes e perspicazes que já vi, pois usou o marketing de uma maneira extremamente inovadora, em uma época em que a música pop estava em decadência criativa; ela além de se auto promover, ainda levou uma leva grande de artistas que mudaram seus estilos para se adequar ao “Selo Gaga de Criatividade”. A música pop mesclada com eletrônico e misturando outros ritmos virou uma febre e voltou a lotar as boates no mundo. Lady Gaga sim foi um grande momento no cenário pop internacional e será lembrada pela sua audácia em mudar algo que pensavam não ser mais mutável aquela altura, e merece sim todo o credito, pela inteligencia, coragem e, principalmente, talento, pois rostinho bonito, parafernalha e nem todo marketing do mundo leva alguém ao topo sem o mínimo de talento.

Nenhum artista é melhor que outro. Cada um, dentro de seu gênero, se destaca mais que outros. Michael é melhor que a Gaga, mas em alguns aspectos. Negar que Lady Gaga é talentosa é burrice. O próprio Michael Jackson disse que Gaga era a mais talentosa jovem artista que ele tinha visto. Tanto que, antes de falecer, ele a convidou para abrir os shows de sua turnê. Ele disse que, se não fosse ela, nenhum outro o faria.

Respeito é algo que deve ser trabalhado. Aprender a respeitar o gosto musical dos outros é um dos primeiros passos. Não devemos enfiar goela a baixo nosso gosto aos outros. Aprendo tolerância com a artista que eu admiro, então eu peço o mesmo de todos.

Em suma, Lady Gaga, Madonna, Michael Jackson, Slipknot ou Parangolé, todos têm talento, cada um dentro do seu gênero, cabe a nós saber que não existem comparações e que nenhum é melhor que outro. Ame e respeite, todos estamos no caminho certo!

 

POR: Wilian Nascimento, Gabriel Marcos e Alessandra Lopes.

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Monstros, gatinhos e dinossauros

Nos últimos meses tenho acompanhado de perto uma guerra tola e invisível ao resto da humanidade. Uma guerra tão sem sentido quanto o futebol e o esporte em si. Essa guerra, inútil como todas as outras, é a famosa guerra da música. Cantoras e cantores, bandas e duplas, clássicos e modernos em uma batalha infinita, travada por eles mesmos ou por seus admiradores.

Tenho visto fãs se descabelarem, famosos descerem de nível e o mundo nada mudando. Tudo isso porque? Infantilidade.

A cada música lançada, uma polêmica. A cada comentário feito, uma explosão.

Todos sabemos que o mundo da música é feito de escândalos, dinheiro e jogadas de marketing. Entretanto não podemos descartar o talento, a força de vontade e, em alguns casos, a mera sorte. Só que os famosos, e os fãs, não conseguem se contentar com seu talento/admiração e atacam sem motivo algum o outro.

Admito que por algumas vezes me deixei levar por alguns comentários feitos acerca daquela que admiro e acabei entrando nessa guerra sem sentido. Também admito que brinco com os defeitos de outras cantoras e cantores que eu conheço, entretanto sei dos talentos deles, que são em maior quantidade que seus defeitos, e meus comentários nada deixam de ser do que meras brincadeiras.

Todavia existem fãs que não se contentam e precisam a todo custo irritar outros fãs. Muitas das vezes lançam comentários completamente nulos, como por exemplo a aparência, como motivo pra engrandecerem suas ditas “divas”. Também existem aqueles famosos que parecem PRECISAR atacar outros famosos ou seus fãs para continuarem na mídia. Nenhum fã é melhor ou mais forte que outro; nenhuma sequência de música derrubará castelos.

O que eu aprendo com a Rainha que eu admiro é: respeito e tolerância. Se não fosse essa Rainha (e um Anjo, diga-se de passagem), talvez eu nem estivesse aqui dizendo essas palavras. Por isso eu penso: “Dane-se se aquela cantora canta como um urso faminto”, ou “O que importa se ela copiou o look da outra?”. Devemos seguir nossos caminhos, pouco importa o que a outra cantora fez ou deixou de fazer, se não afetar aqueles que admiramos, não vai mudar nada nossa situação atual.

Brincadeiras à parte, comentários também, toda diva merece respeito, e seus fãs inclusive. Então, monstros, gatinhos e dinossauros, paremos com essas picuinhas e vamos continuar cantando à plenos pulmões nossas músicas favoritas, sem que alguém possa nos calar.

POR: Wilian Nascimento

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Sempre acreditei que as pessoas eram, numa forma mais metafórica, infinitas. E são, acredite ou não. Entretanto muitas não sabem disso, ou sabem e ignoram esse fato. Quando eu digo “infinitas”, eu quero dizer “ilimitadas”, ou seja, capazes de tudo. Mudanças, principalmente.

Muitas pessoas mantem-se comodamente em seus cantinhos felizes, sua zona de conforto, fazendo-se assim, tradicionária, presas a dogmas muitas vezes criadas por elas mesmas. Isso as impede de crescer em alguns aspectos.

Claro que devemos ser quem somos, acreditar no que há em nós, eu sei, e acredito no que há em mim. Todavia somos seres mutantes e mutáveis, num troca-troca de opiniões e questões infinito. Somos moldáveis, miméticos. Nos adaptamos, mesmo sem querer, ao próximo. Existem muitas taxas de erros, mas em tese, somos moldados pela personalidade dos outros. Somando-se, claro, a nossa natureza, nossa predestinação.

Nossa mimetize não é garantida, não somos espelhos ou clones. Se trouxéssemos isso para números, creio que adquirimos da personalidade dos outros, apenas 25% da sua importância, ou até mais, quem sabe. Claro que há o processo seletivo inconsciente, que filtra que parte boa e ruim absorveremos do outro.

Em suma, não devemos nos manter no programado, no sistema preditado ou nos dogmas. Não devemos ser esse ser binário que criamos para que somente nós mesmos entendamos. Somos mais complexos que isso, porém de uma forma tão simples de se entender.

POR: Wilian Nascimento

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O novo ser

Sempre trataram-me como moeda de troca. Manipulado, vigiado, pré-datado. Ao longo de muito tempo isso me massacrou… até o dia em que a bomba resolveu estourar.

O causador dessa explosão, o fogo que acendeu o pavio, foi o amor. Estranho, não? Algo tão bom e belo ser motivo de dor e sofrimento. Isso, claro, na mente de pessoas alienadas.

Renasci… não, nasci! Eu já tinha certeza de quem eu era e o que queria, mas era como um bebê que aguardasse o fim dos nove meses.

Quando o novo ser, mais forte e mais firme veio ao mundo, já não era mais novo. Esse ser já tinha vivências, aprendizados e pensamentos. Todo graças à maternidade espetacular que garantiu uma boa gestão e deu suporte para o nascimento.

Nessa maternidade encontrei meu amor e encontrei a mim mesmo. Aqui me descobri e fortaleci.

POR: Wilian Nascimento

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Porto Seguro

Ainda é escuro, mas não tenho medo. O caminho que vem pela frente é longo e tortuoso; por muitas vezes parece infinito, entretanto eu o encaro… preciso chegar a meu destino, por motivos mais complexos do que apenas a busca por saber.

Ponho minha trilha sonora e observo as pessoas, suas feições cansadas pela rotina, muitas parecem não querer estar ali.

Sinto a brisa fresca da manhã, respiro fundo e penso: Quase lá!

Todo caminho remete-me às melhores lembranças, com as melhores pessoas, indo para o melhor lugar. Sorrisos, fragrâncias e sensações.

Aos poucos os primeiros sinais do Sol surgem, aquecendo-me. Fecho meus olhos e a saudade de quem amo dói em meu peito. Em minha memória sua voz ecoa, linda e mais alta que as músicas que ouço.

A vontade de gritar, cantar e dançar enche-me por dentro, mas contenho-me.

Enfim aproximo-me mais do meu destino e as imagens que eu gostaria que não existissem surgem. Pessoas jogadas ao chão, esquecidas, entregues a morte.

Fecho meus olhos, não para não ver, mas para não sofrer junto a eles.

Chego às portas do meu porto seguro, onde a pessoa que eu amo costumava estar, onde eu quero que ela esteja… aqui minha felicidade começou. Aqui eu comecei!

POR: Wilian Nascimento

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